terça-feira, 15 de novembro de 2011

Ato

Acontece que é a vida.

Queria estar no seu lugar para que não sofresse tanto.
Mas ás vezes temos que sentir por nós mesmo.
Para poder criar experiência.
Mas ainda sim queria estar no seu lugar.


H: 19:58/ D: 15/11/2011
Ethienne Peixoto

Miséria do Homem

Amizade/Confiança

Branca como massa corrida que verte no peito, a cada passada ela se torna mais forte que a velha cor. Aquela aquarela que outrora fazia dar gargalhadas que confiava os olhos se perde em uma vasta faixa esbranquiçada... Continua tornando-se branca e branca até que então chega a hora de reparar alguns pontos, passar a lixa, tirar o excesso e alisar a parte. Logo chegará outra cor, que ainda se faz surpresa, não mostra a face. É
difícil encontra-la. No entanto não mais confiar, mesmo que seja a mais pura cor, mesmo que tenha o brilho mais intenso, mesmo que alegre o coração mais duro a sua volta. Não confiar, pois, logo a massa corrida voltará e uma nova cor se dará na aurora. Mas antes passará por ali uma faixa esbranquiçada que faz doer a cada passada da massa.


H: 01h18min D: 15/11/2011

Ethienne Peixoto

Miséria do Homem

Amor

Do ter e perder, se fazer nascer.
Se apegar, com partilhar, amar.
Crescer, ter raiva.
Transformar, tudo o que aprendeu em egoísmo.

D: 11/11/2011  H: 21:21
Ethienne Peixoto

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Insanidade em Cena: Imagética

Insistência

Tira do copo
           coloca no peito empurre,
                                 empurre e pronto está feito o chá.

Ethienne Peixoto 
H: 23h23min/ 18/10/201

Miséria do Homem

Fome Macromagro


E me abala ter que perceber a realidade cruel.

Dor, dor... Sinto vontade de chorar, só de ver essa realidade.

Mundo miserável... Dor, dor... E meu peito jorra lágrimas de dor.

Só quero que seja paz.



Ethienne Peixoto H: 12h06min D: 30/10/2011

sábado, 1 de outubro de 2011

Insanidade em Cena: ROMA espelhado

Devaneio


Quando a chuva vir me chames pra brincar com ela.
Aí então vou colocar minhas palmas para cima e deixarei que as gotas a toquem.
Depois passarei para sua face todo o nosso divertimento.


Ethienne Peixoto     H: 16h21min D: 01/10/2011


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ato: Raiva

1º e 2º Pessoa


Não tem argumentos aí então coloca palavras na boca dos outros, eu não sou idiota, não tente subir em mim pra crescer, posso me fazer desequilibrar aí você então cai... Vou te ajudar a levantar, mas não te darei outra chance... Se eu fosse você não tentaria usufruir dos sentimentos e da pró atividade que os outros têm... Não quero um amigo interesseiro, quero um amigo que me apoie e me de broncas de vez enquanto que me ame e que me escute de vez enquanto eu quero poder trocar figurinhas quero poder escutar os segredos teus e você os meus. Dá-te meu ombro por algumas horas, para que suas lágrimas tenham onde molhar e quero também o teu ombro... Não deixe que tudo termine assim, eu me esforço para que nossa "amizade" não acabe, mas está difícil, enquanto eu coloco fermento, você tira a massa.
H: 01h01min D: 13/09/2011
Ethienne Peixoto

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Miséria do Homem


À Esquerda da Carência

O mundo é Cruel?
- Não sei!
Sofre, mais que os outros?
- Não! Mais tenho os meus sofrimentos e raiva de querer que o meu seja sempre o primeiro, mas saber que tenho que aprender esperar.
Nem tudo, ou melhor, nem todos estão ao meu dispor todos os momentos, mais fico triste, que na hora que penso que preciso, mais de um amigo nenhum aparece. Mas também não derrubo nenhuma lágrima, sou egoísta, frágil, sensível, sentimental, ou melhor, ESTÚPIDO! Sou estúpido achei a palavra. Fútil! Comporto-me como um fútil.
Tenho que aprender a me servir só, a me entender.
Mas lembra daquilo que eles dizem, sabe?
Aquilo, mais ou menos assim:
O Ser humano só vive se for em conjunto, tem que se ter sociedade. Se se viver sozinho, não aprende a ser, ser humano. Eu não quero me tornar um nada. Preciso de alguém, aqui perto de mim, neste momento, não quero ficar só, com uma máquina me olhando. Preciso de alguém.

H:00:30 D: 10/05/2011 L: Sala, Casa
Ethienne Peixoto

sábado, 3 de setembro de 2011

Ato: Lembrança

Que se Dê

Tô com saudades de você, das nossas risadas de nossos braços e abraços.
Queria que o tempo voltasse só pra poder te dar aquele carinho que você tanto queria.
 Só pra te dar aquele beijo que você tanto pedia.
Agora não dá mais o tempo passou perdi a vez, mas o mundo gira ele é mutável.
Então que se dê o tempo.
Que se dêem os concretos.
Que se dêem os abstratos.
Que se dêem os sentimentos.
Que se dêem os sentidos.
 Que se dê o amor.
Que se de nós num tempo não visto ainda.
Que se dê.
H: 23h09min/ D: 03/09/2011
Ethienne Peixoto

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Ato: Lembrança

O Último dia.

Tinta mãos.
Gargalhadas e nãos.
Manhã e Tarde.
Um dia de tanta alegria, diversão e susto.
E no final um momento contraditório.
Estranho né?
Desaguei quando a vi chorar, encostei-me nela.
Sua cabeça batia em meus ombros, suas lágrimas escorriam e eu tentava segura-las.
Um abraço de despedida e um sorriso de saudades.
Jamilly Gomes e tantos outros que ficaram em um lugar seguro meu.
Em minha penteadeira, guardo todos os sorrisos, abraços e afagos dos meus pupilos e deles tenho uma lembrança nostálgica.

H:12:49 D: 15/08/11
Ethienne Peixoto

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ato: Imagética

E o silencio invade a sala


Depois do almoço o sono vem, mas ao em vez de dormir fico em silencio na sala e escuto o silencio, mas lindo que já vi (ouvi).
Paro para escutar barulhos, os quais não ouço nas horas de correria.
Satisfação e ouvir o cantar dos pássaros e o “tum-tum” do meu coração.
Alguns sons que se eu não parasse para refletir nunca ouviria. A respiração é a mais sossegada.
A tarde se despede do sol e dá boa noite a lua. Porém antes da lua aparecer completamente, eu saio da sala poluo minha audição e embriago minha mente.
H: 14h28min D: 20/07/11
Ethienne Peixoto

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Emaranhado dos 5 primários

Sentimento

Quando penso que te esqueci,
 o sentimento volta com toda força.
Me desequilibra e me põem a sua frente,
como se você fosse dono de mim. Um mágico e inesplicavél
vel me envolve e eu desabo de amores por quem falo.


H: 21:14  D: 02/08/2011
Ethienne Peixoto

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Adjetivo: Eu e Outro

Sinto falta de ti e de mim fico enjoada.
as minhas mermices, são as mesmas
você, você E você!
H: 15:09/ D: 27/07/2011
Ethienne Peixoto

terça-feira, 19 de julho de 2011

Emaranhado dos 5 primários: Raiva

Um triste Domingo

E fiquei sem os membros, pois eles se açoitaram.
E o coração se abalou , fez com que as moléculas se agitassem e saíssem pelo canal das lágrimas.
Todo o mundo ruiu.
 E o  que estava em minhas mãos, simplismente desapareceu. 



H: 20:22   D: 19/07/2011
Ethienne Peixoto        

terça-feira, 5 de julho de 2011

Emaranhado dos 5 primários: Tristeza


Desencanto

E assim foi... E o amor que era antes já não existe mais... Tuas falas e seu sorriso já não me encantam, depois de tua tão falsa mentira.

H: 13h28min D: 05/07/2011
Ethienne Peixoto

Miséria do Homem: Confiança


Lacônico desabafo

Quando éramos assim tão juntas.
Era tão Bom.
Diziam que éramos feito carne e unha.
Onde uma estava à outra se encontrava igualmente.
Mais ai você foi sumindo, arrumando outros amigos.
A minha culpa foi arrumar também outros amigos e te perder para a o mundo.
Mas ainda sim nos encontrávamos na mesma botoeira.
E eu, ainda confiava em você, sei que não era como antes, pois a carne estava se desprendendo da unha depois do primeiro desabotoar, porém ainda te entendia e inventava mil e uma desculpas para o que me fez.
Só que ontem meu coração doeu. Cheguei a pensar que estava ficando louca uma histeria invadiu-me. Diversas coisas passaram por minha cabeça. Você me magoo eternamente.
Praticou a mesma tolice outra vez. E o juramento que fizemos? Não valeu de nada então.
Quando te foi pedido que confessasse você mentiu.  Por quê?
Esperou o sinal do altíssimo para confessar, e mesmo assim não confessou, precisou ser açoitada, envergonhada.
 Peço-te perdão por não ter feito nada. Peço-te perdão por ficar só olhando. Peço-te perdão por já não ser mais a mesma. Porém meus sentimentos estavam confusos não consegui pensar no seu sofrimento.
Hoje, infelizmente a Carne se desfez da unha, não consigo mais confiar, nem mesmo posso novamente perdoa-la, vai ter que ser assim.
Peço-te apenas perdão por nossa fraternidade ter ficado assim tão frágil.
H: 13h18min D: 05/07/2011
Ethienne Peixoto

domingo, 3 de julho de 2011

Júbilo: Família


Ser diferente é Ecoa.

Estamos a poucos minutos de um parto, um parto em conjunto que se torna individual, a cada membro que chega.
Estava assim, tudo tão quieto, com ruídos mínimos um Black out geral.  Escutava-se apenas a respiração bem fraquinha de longe.
Dá-se então um grande clarão, não enxergar-se quase nada, ouve-se a voz pequena, mas com uma intensidade tremenda, a respiração então começa a aumentar e fica mais forte a cada minuto, tudo respira, o ventre se move e se deixa mover.
Há uma pausa.
Um berro assusta aqueles que diziam que não ia dar certo.
O útero então expeliu, colocou para fora o tão desejado feto.
Um ser múltiplo acabara de nascer.
O recém-nascido ganha então o seu nome de batismo: Equipe cultural olhos abertos.
Ecoa.
Mas é diferente. A variedade em seu quase corpo e enorme. É Multicultural.
O tempo passa, Ecoa, começa dizer suas primeiras palavras, dar seus primeiros passos. Há madeira com pregos, por vezes concreto, mas qualquer lugar que o ser pisa, brilha, como se fosse luz, como se a luz estivesse em seu peito.
Pessoas começam a se agregar, procuram nele conhecimento, reconhecimento, amizade, compreensão, tentam buscar uma identidade. E por muitas vezes procuram um novo começo.
A Mediação semiótica ocorre. Sociogênese.
Ecoa agora ganha uma voz maior, não fala só para quem esta ao seu lado, mas fala para aquele que está na sua frente, atrás e não se esquece daquele que está longe, em outro estado. Em outro País.
Os dias passam, cresce ganha mais um ano de vida e cresce.
A cada estrada que passa deixa sua marca.
Dá-se início a nova nação de ecoanos, que ecoam uma só voz e gritam:
A arte ainda se mostra primeiro.
Puxa-se o ar que respiramos naquele ambiente naquele dia, três vezes, a energia se concentra na garganta e nós braços.
Outro berro, agora da gigante família, assusta os que outrora diziam que não iria dar certo.  
Rá.
Como se fosse chuva o barulho das palmas, invadem o lugar e sorrisos, contagiam novos sorrisos.
E a diferença se faz.
  H: 01h00min 03/07/2011
Ethienne Peixoto
Feliz aniversário Ecoa!!!!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Miséria do Homem: Solidão


De fundo


O espaço é pequeno, ás vezes não consigo nem me mexer, me sinto sufocado. Sou observado o tempo todo, tudo tão obscuro e estranho.
Os fósforos que acendi se apagaram na primeira chama e após  restou o cheiro da fumaça, a claridade foi tão rápida que nem sei se vi o que vi. Escuto sons irreconhecíveis, minhas palmas não se tocam mais, não sinto meu perfume, aquele odor que exalava eu e o espaço também não existi faz tempo.
Estou seco, em cálcio puro meu corpo se encontra estou preso numa terra de grama tão verde e de tão cheia esperança.

H: 18h20min/ D: 23/05/2011 / L: Batista Shepard
Ethienne Peixoto

Imagética: Amizade

Me nina na xícara

Menina do cabelo fervente, olhos brilhantes como uma estrela azul habitante do céu.
Declama como véu e mel essa poesia tão digna de tanta beleza e tão pura como água
Aos pés de meu sentido número dois, cante como pássaro ou uiva como lobo toda essa magia.
Viva aqui comigo no meu bule, que nos domingos à noite, lhe faço um chá.
Encante-me com seu balé me enrole no teu manto me ponha no teu canto, me faça sonhar.
Se preferir, me lance no seu ar e me inspire depois me expire e volte a me inspirar.
Nessa nossa mistura de ternura e prazer é que se dá a receita do chá, poesia e tititi.
Só sua voz doce me sossega na hora de dormir, me nina no sofá.
Viva comigo no meu bule, que nas noites de domingo, prometo, lhe faço um chá.
Na xícara que por tantas vezes sê fez tocar, te faço um chá. Me nina.

H: 00h52min 18/06/2011
Ethienne Peixoto

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Insanidade em Cena: ROMA espelhado


Me apaixonou


E me tocou por traz e disse que me amava
E tomamos nosso banho de espuma  e comemos maçã, que refletia o nosso momento .
Aquela antiga chuva que molhou todo meu cabelo e minha roupa que te incentivou a me enxugar. Será que foi assim que me apaixonou?
E quando eu lhe tocava a nuca você dizia que me amava cada vez mais, e víamos borboletas e belas flores naquele jardim do lado da casa inexistente  do sonho irreal e tão confuso.
E a cada dia que passa te vejo mais invisível e tão cruel consigo mesmo que até parece que não me ver mais nem me sentir menos. Mas me apaixonou? E eu se apaixonei!
E me tocou os lábios e disse que me amava  e me apaixonou e eu se apaixonei.
H: 18h23min 07/06/2011
Ethienne Peixoto