segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ato

                                      Mûre et de cannelle


Tarde da noite, de carro amarelo a dama chega a roda com olhos de luz e como disse: "com a leveza de uma pluma".
O Cavalheiro pouco tímido, entra na roda, dança...A moça olha, apenas olha.
A cerveja acompanha a conversa descontraída de dois.
No fim a vontade grande de ter mais.
Rebobina ás imagens sentada na poltrona em movimento, lembra das risadas do dia e do primeiro encontro entre moedas, livros, crianças, carros e teorias .
Manso...
Rose en papier, mûre. Balles de cannelle saveur

domingo, 7 de outubro de 2012

Conversas


Doze Páginas



Sendo Sincera, é surgiu sim certo interesse. Mas não era só pela a forma mais também pela essência, pelo gesto, pelo gosto, pela sensibilidade da voz.

Mas agora é diferente, me faz bem nas horas tristes. Trocamos letras.
Falamos de Amores e Canções.
Agora vejo além do digitar, além do, pois é. Além do horizonte distante. Amizade crescida mais ainda não tão desenvolvida tão pouco evoluída. As frases das mesmas músicas nos tocam ás mesmas imagens salpicam nossos olhos.

- Só vim te recomendar um documentário... Meus olhos encheram d'água umas Cinco vezes vendo isso.

Gostei.


Conto-te, neste dia fiz um chá de Capim-Cidreira, arrumei um colchão no chão da minha botoeira, puxei todos os fios que havia para dentro e assisti aquele tão maravilhoso Manoel de Barros, que falava sobre coisas que fizeram brotar minha identidade. Obrigada!


Sabe ás luas?


Passaram. O espaço entre uma frase e outra é para se fazer pensar, e imaginar o desenho que talvez surgissem nas cenas das linhas escritas aqui.
Falamos dos nossos amores, das diferenças minhas e dele e de tuas igualdades com a tua, ou como você diz, não mais, agora já outra. Neste dia estava tudo feito bolha de sabão, leve e sensível. Verbos, substantivos e preposições davam vidas às orações que verdadeiramente vinham do coração e era como um alívio e talvez conselho para dentro e fora de mim.

Utilizei-te. Desculpa. Falei pra ti o que eu queria ouvir.


-Acho que pra dar certo tem que estar no ponto certo, ou então fazer como o O.T.M diz, 
"os opostos se distraem os dispostos se atraem".


-Pois é...


-...Nunca se sabe, o mundo dá voltas. Um dia você está nos braços de seu grande amor, e outros nos braços do grande amor de outro ser desconhecido por si e pelo outro que é dele. Entendeu?


-Ée... Quase!


-... Ás vezes se passa despercebido o amor e quando se da conta já se perdeu, e você só tem uma chance de reconquistá-lo... Só tem que descobrir um modo de fazer.


Todas as palavras ditas naquela noite madrugada foram digitadas ao som da música palavra que tu tanto repetias... Pois é.


Sabe ás Luas?


Passaram novamente, e voltamos então a falar sobre canções e sobre coisas bonitas.


- Vez o Poema?


- Irei fazer Moço.


Dentre Magalhães e coração entristecido, mas sem lágrimas o escrevo. Por ti, por tua boa insistência, e talvez por mim, talvez por estar confusa... Talvez por gostar muito de sua amizade, e me sentir bem quando nos falamos talvez por querer alegrar alguém, talvez por querer me alegrar.

Das nossas conversas fiz colagem e delas tomei doze páginas. E mais uma vez tomarei meu chá de capim-cidreira, só que dessa vez lendo.


Ethienne Peixoto


07/10/2012 H: 00h17min