domingo, 27 de outubro de 2013

Roma Espelhado

Pequena

       
  - De todas as faces, a mais catita é a tua.

Dizia Gil, todos os fins de tardes para a moça loira de cabelos encaracolados, de corpo com fragrância de limão, sapato florido e batom vermelho.



Ethienne Peixoto                25/10/2013---14h15min.

Imagética

Acabara os borrões:

Os borrões de batom em seu pescoço eram mais que marcas...

Estavam além das tardes passadas contigo.

Não se equiparavam a fé que tínhamos nas crianças e sua inocência.

Eram maiores do que o mormaço de verão.

Não se comparavam ao outono, quando diante da praia tomávamos café e escrevíamos poesia moderna.

Nem se igualava a brisa que chegavam aos nossos pés descobertos em madrugadas.

Estavam além do vasto cordão que media tua beleza.

Eram maiores que o sexo, amor, carinho... Que ambos possuíamos.

Os borrões de batom em seu pescoço... Era a grande vontade, de você talvez um dia existir.






Ethienne Peixoto                                                                    24/10/2013----- 13h45min.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Melancolia

De Mim para Eu (Ensejo Segundo)


As pessoas perdem sua essência?

O mundo é mutável e solitário, ele gira, nele há estações, há linhas imaginarias.
Imaginar?
Seres humanos imaginam.
Imaginam formas, gestos e lembranças.
Imaginam paixões, prosas e porquês.

A menina sempre se via da mesma maneira.
Teus pés corriam retos, teu corpo era ereto, teus pensamentos limpos, tua fala verdade.
A menina era pura, tinha altura, teus olhos só brilhavam.
Teus domingos eram recheados de cores e arte.
Outrora a moça imaginava ser assim
.
Daí surgiu os elefantes e com eles o furacão, a verdade, o fim da paz interior.
O fim da paz interior fez com que o sangue da pequena corresse mais rápido.
A verdade desequilibrou tudo que era talvez antes.
O furacão fez com que os pensamentos se açoitassem.
Os elefantes pesavam mais que o mundo mutável.

A menina refletiu se deu conta, percebeu a volta, a reta e a curva.
Teu labirinto interior foi invadido, por ela mesma.
O emaranhado de mentiras próprias foi cortado com a lamina da culpa.
O entendimento apunhalou o receio e verdade falsa que antes era.

A essência foi desinventada!

Houve a descoberta de si e do outro.
A menina é o mundo!
A menina é mutável e solitária, ela gira, nela há estações e linhas imaginárias.

Todavia a menina ainda imagina, cria se tenta entender.



Ethienne Peixoto 04/10/2013 ás 14h15min.

Melancolia

De Eu para Mim (Ensejo primeiro)


A revoada passa.
Tuas asas são da cor da criatividade.
Tua face é da cor da arte.
Teu corpo se põe em poesia cotidianamente.
No ensejo me vejo longe, no horizonte como ponto colorido.
É quando se faz noite está em meio às miríades do céu.
Na aurora do dia se mostra no vento, na brisa, no furacão.
Ao entardecer és bipolar, de vez sul, de vez norte, de vez chuva, de vez seca.
Em madrugadas vejo-me embriagada, possuída por cafeína, por cerva, por mim.
Dias de Domingo, às cinco da tarde és tudo ou és nada.
Suas estações de outono emaranham-se em chá, poema, xale e francês.
Com flores, amores, cores, e olores dá-se sua essência.
Mesmo em fitas cassetes de imagens pretas e brancas e línguas estrangeiras, teu toque é único.


Ethienne Peixoto

30/09/2013-----14h15min.