De
Mim para Eu (Ensejo Segundo)
As pessoas perdem sua essência?
O mundo é mutável e
solitário, ele gira, nele há estações, há linhas imaginarias.
Imaginar?
Seres humanos imaginam.
Imaginam formas, gestos
e lembranças.
Imaginam paixões,
prosas e porquês.
A menina sempre se via
da mesma maneira.
Teus pés corriam retos,
teu corpo era ereto, teus pensamentos limpos, tua fala verdade.
A menina era pura,
tinha altura, teus olhos só brilhavam.
Teus domingos eram
recheados de cores e arte.
Outrora a moça
imaginava ser assim
.
Daí surgiu os elefantes
e com eles o furacão, a verdade, o fim da paz interior.
O fim da paz interior
fez com que o sangue da pequena corresse mais rápido.
A verdade desequilibrou
tudo que era talvez antes.
O furacão fez com que
os pensamentos se açoitassem.
Os elefantes pesavam
mais que o mundo mutável.
A menina refletiu se
deu conta, percebeu a volta, a reta e a curva.
Teu labirinto interior
foi invadido, por ela mesma.
O emaranhado de mentiras
próprias foi cortado com a lamina da culpa.
O entendimento
apunhalou o receio e verdade falsa que antes era.
A essência foi desinventada!
Houve a descoberta de
si e do outro.
A menina é o mundo!
A menina é mutável e
solitária, ela gira, nela há estações e linhas imaginárias.
Todavia a menina ainda
imagina, cria se tenta entender.
Ethienne Peixoto
04/10/2013 ás 14h15min.