sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Adjetivo


Ventilador- da Alforria à Enxovia

Eu queria um ventilador, para debaixo dele colocar minha caixa de lembranças com todos os meus mais lindos momentos.

Eu queria um ventilador, e atrás dele colocar as mais belas poesias e músicas que me fazem refletir.

Eu queria um ventilador, para de um lado colocar a mais pura amizade e do outro lado o mais singelo dos amores.

Eu queria um ventilador e diante dele assentar-me, para que quando o vento fustigasse, todos os objetos chegassem a mim com leveza e com o ar mais puro da vida.

Eu comprei um ventilador, e nas tardes quentes de domingo eu o coloco na varanda, onde o céu pode ser visto e as nuvens se metamorfoseiam em grandes criaturas e coisas.

Eu comprei um ventilador, que gira de um lado pro outro, e o meu corpo faz o mesmo movimento para receber as lembranças, amizades, amores e de trás vim puxada toda a música e poesia.

Eu comprei um ventilador, para que enquanto saboreasse morangos, toda a tristeza e calor desvanecessem.

Eu quebrei o ventilador, pois, numa noite a inveja chegou até ele desbotando sua cor laranja e atirando pimentas em seu vento para que meus olhos atulhassem de lágrimas e dor, e o céu se mostrasse cinza.

Eu quebrei o ventilador.Eu queria um ventilador.Eu refiz meu ventilador, e ele está mais vivo em sua cor. Hoje minha varanda tem grades, que ao mesmo tempo em que nos protege nos aprisiona na mais bela vivenda.  

Porém, ainda sim nos deixa ver o céu e suas formas.


Ethienne Peixoto
 D: 07/12/2012 H: 11h30min

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Conversas.

Do(i)s  Vivos




Na face, ela já não mostra mais o teu sinal verde.
A prosa é sobre conhecer um ao outro.
Frases sobre: Memórias fotográficas, botoeira e junho de moço.
A madrugada torna-se quase dia, no entanto, a alvorada ainda não busca a saudade de tato quente de n’amor a dor em apenas de sentir falta.
As moças de maças distintas pensam em suas metades e da falta que ambos fazem.
Porem há comungues diferentes sobre a palavra que somente na pátria em que vivem tem um valor e um significado.
Enquanto aquela de pupilas cor de céu não gosta muito, a menina de escritos entende a tal palavra saudades como boa e ruim.
E gosta, diz ela:
- Porque é bom quando vemos a pessoa depois de tanto tempo e a agarramos até todo o ar se passar e se tornar conforto.
E não gosta, diz ela:
- Porque o peito aperta tanto que o ar fica preso e causa desconforto.
E no fim da palestra não se tem uma certeza sobre a aceitação do que foi referido, mas, se tem a satisfação por parte dos seres, e a afirmativa daquela que possui cachos loiros dizendo:
- Adorei essa sua frase.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

ROMA espelhado.



Do Aurélio ao Amor de domingo.


Aurélio és um Adônis,
 adjudicador de um amor que cresce adunco que aduz um adminiculo em meu sorriso bobo, adocica minhas manhãs de domingo 
e acaba por adornar meus lábios adiposos que se põem à adusta.

Adjetivo

                    Flâner- Palavras que batem e saem



Unhas verdes com café e leite de babosa. Todos os lados são opostos à alma e a vida foge ao nexo, do abismo e do ilusionismo falso que é utópico. Todo sentimento carnal e emocional da unha vermelha com apelido de amora e canela faz com que o amor traduza todo o perfeccionismo e falso idealismo da música que fala de nós dois, em dois passos entre luzes e ambiguidade de ruas e estradas negras banhadas pela lua cheia e repleta de adventos fantásticos, com cheiro de morango e cor de limão. 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ato

                                      Mûre et de cannelle


Tarde da noite, de carro amarelo a dama chega a roda com olhos de luz e como disse: "com a leveza de uma pluma".
O Cavalheiro pouco tímido, entra na roda, dança...A moça olha, apenas olha.
A cerveja acompanha a conversa descontraída de dois.
No fim a vontade grande de ter mais.
Rebobina ás imagens sentada na poltrona em movimento, lembra das risadas do dia e do primeiro encontro entre moedas, livros, crianças, carros e teorias .
Manso...
Rose en papier, mûre. Balles de cannelle saveur

domingo, 7 de outubro de 2012

Conversas


Doze Páginas



Sendo Sincera, é surgiu sim certo interesse. Mas não era só pela a forma mais também pela essência, pelo gesto, pelo gosto, pela sensibilidade da voz.

Mas agora é diferente, me faz bem nas horas tristes. Trocamos letras.
Falamos de Amores e Canções.
Agora vejo além do digitar, além do, pois é. Além do horizonte distante. Amizade crescida mais ainda não tão desenvolvida tão pouco evoluída. As frases das mesmas músicas nos tocam ás mesmas imagens salpicam nossos olhos.

- Só vim te recomendar um documentário... Meus olhos encheram d'água umas Cinco vezes vendo isso.

Gostei.


Conto-te, neste dia fiz um chá de Capim-Cidreira, arrumei um colchão no chão da minha botoeira, puxei todos os fios que havia para dentro e assisti aquele tão maravilhoso Manoel de Barros, que falava sobre coisas que fizeram brotar minha identidade. Obrigada!


Sabe ás luas?


Passaram. O espaço entre uma frase e outra é para se fazer pensar, e imaginar o desenho que talvez surgissem nas cenas das linhas escritas aqui.
Falamos dos nossos amores, das diferenças minhas e dele e de tuas igualdades com a tua, ou como você diz, não mais, agora já outra. Neste dia estava tudo feito bolha de sabão, leve e sensível. Verbos, substantivos e preposições davam vidas às orações que verdadeiramente vinham do coração e era como um alívio e talvez conselho para dentro e fora de mim.

Utilizei-te. Desculpa. Falei pra ti o que eu queria ouvir.


-Acho que pra dar certo tem que estar no ponto certo, ou então fazer como o O.T.M diz, 
"os opostos se distraem os dispostos se atraem".


-Pois é...


-...Nunca se sabe, o mundo dá voltas. Um dia você está nos braços de seu grande amor, e outros nos braços do grande amor de outro ser desconhecido por si e pelo outro que é dele. Entendeu?


-Ée... Quase!


-... Ás vezes se passa despercebido o amor e quando se da conta já se perdeu, e você só tem uma chance de reconquistá-lo... Só tem que descobrir um modo de fazer.


Todas as palavras ditas naquela noite madrugada foram digitadas ao som da música palavra que tu tanto repetias... Pois é.


Sabe ás Luas?


Passaram novamente, e voltamos então a falar sobre canções e sobre coisas bonitas.


- Vez o Poema?


- Irei fazer Moço.


Dentre Magalhães e coração entristecido, mas sem lágrimas o escrevo. Por ti, por tua boa insistência, e talvez por mim, talvez por estar confusa... Talvez por gostar muito de sua amizade, e me sentir bem quando nos falamos talvez por querer alegrar alguém, talvez por querer me alegrar.

Das nossas conversas fiz colagem e delas tomei doze páginas. E mais uma vez tomarei meu chá de capim-cidreira, só que dessa vez lendo.


Ethienne Peixoto


07/10/2012 H: 00h17min

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Emaranhado dos 5 primários.


Esticador de Horizontes


“Meu grande amor da minha vida”

Ás vezes as palavras se juntam e dão um novo sentido a tudo, um sentido sem sentir, sem vê ou ouvir, é a árvore de primavera e outono juntos, caem e desabrocham.

Diversos sentimentos em um único minuto, a cada troca de letra sempre as lagrimas ou os sorrisos surgem. É tudo feito MPB, é tudo feito peles sem roupas. É como se a fumaça do seu cigarro ainda estivesse em minha boca e me tomasse o peito e levasse junto o coração.
Me sinto...e nem sei como é dizer Sinto.

SINTO

Acho que prefiro chá de camomila e de fruta gosto de morangos.

Tenho escritos que se confundem em poesias e dores que se confundem com amor.

Gosta de café?

Cor de laranja é a mistura de borboletas com abelhas. Leve mais forte. Tem dessas de sugar o mel das flores e pousar nelas espetaculosamente. E se tiver algo que a deixe com medo ela enfrenta a morte e deixa no medo seu ferrão.

ÚNICO dia de vida!

De vez, sou feito tarde de verão de vez tarde de inverno.

Eles fazem festa nos arcos junto a mim. Encontramos multiculturas artesanal.

Com limão e vodka?

Ás vezes tenho medo de contar ao mais velho de coração meus segredos. Às vezes acho que ele nem se importa, mais ainda sim, mesmo com achismo não conto. Conto a morena da França que aconselha e dá algumas risadas com a minha maluquice. Pode ser que nossas piruetas rosadas em meias nos unam ainda mais e uma grande amizade surja de dois continentes.

Quero molhar-me de chuva e poder abraçar molhado e quando passar a energia pelo cordão umbilical transmitir choque.

Vejo imagens pequenas e as amplio em forma e desforma após transformo as em palavras, escritos, ar, paixão, amizade em gozo.

Conheço aceito.

As palavras vêm, eu as escrevo para não deixar esquecer, para no futuro se tornarem nostalgia e ficarem aqui, ali e acolá...

E quando não ar mais existir, as palavras ainda existirão porque são escritos e os escritos prevalecem assim como poesia.

Traz-me um ventilador? Pois para esticar o horizonte é preciso brisa.


Ethienne Peixoto
D: 28/09/2012- H: 22h47min

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Emaranhado dos 5 primários


Olhares da Rua


Eles não sabiam se o cheiro era de um ou do outro.

Seus tatos misturavam-se. Os corpos seguiam uma brisa que vinha e refrescava a pele ao tocar os sentidos de não sentir aquele friozinho na raiz.

Sentados e com tais pensamentos em lugares distintos, a cerveja esquentava, o silencio imperava e de vezes os olhares se cruzavam, as mãos entrelaçavam e o cigarro já estava ao fim.

De longe outros os observavam, surgiam histórias inventadas ao vê-los naquele quase romance, imaginavam-se os pensamentos, e como haviam se conhecido, e como fora o primeiro encontra a noite e o primeiro abraço.

Mas, antes de pensar em outras coisas uma nova ação acontecera; A Flora passava os dedos junto às unhas de cor esverdeada no rosto peludo do rapaz, após, ela o beija e ele coloca seu rosto nos ombros que de momento pareciam seus, a moça então o acalenta e um carinho na nuca lhe faz.

Um sorriso surge no rosto de Flora e o brilho em seu olhar era com se pensasse “e que se estenda” e o olhar de Cravo mostrava talvez uma forma diferente de entender o tal talvez amor, era como se gritasse “e que si dê”.

Já um daqueles que os observavam e que também criava o conto, deu para ler teus lábios quando cochichou pra si mesmo “no mínimo três semanas no máximo para sempre”.

Mas quem vai saber?!

A cada olhar era um a história diferente a ser interpretada e um fim imaginado, mas não haveria certeza de nenhum deles.                       


Ethienne PeixotoH: 02h16min- 25/09/2012

Insanidade em Cena: Imagética



A Gentileza da vida.



A moça não se casou, mas, conseguiu ter uma boa qualidade de vida.
Entretanto a moça ainda não era feliz, sabia que faltara alguma coisa, alguém em sua vida alguém de mãos pequenas e coração puro. 
Certo dia ela teve um estalo:
- Um filho, um lindo garotinho é o que eu preciso. Preciso de um rapazinho pra mim.
Daí então ela toda esperançosa, foi até o orfanato e lá se apaixonou, por um mocinho de pele reluzente e olhos brilhantes. Daquele dia em diante ela passara a ir aos fins de semana no orfanato e sempre ganhava um abraço do pequeno que lhe agarrava a nuca quando ela o beijava o rosto com tom de despedida.
Com o tempo passando, as visitas agora era do pequeno rapaz que já chamava a moça de mãe, de minha querida mamãe.
O amor durante aqueles longos dois anos cresceu rapidamente e a vontade de os dois se terem também.
Até que um dia aconteceu, a hora havia chegado estava a moça diante do juiz e o juiz diante da moça, e a moça e teus pensamentos nos olhos do pequeno João. João que após a sentença ganharia o nome de João Luí Silva.
Aqueles longos minutos de perguntas e respostas deixava tudo tão longe e foi assim que foi, tudo tão longe.
 A alegria deixava de se ser, a felicidade se esvaia e aqueles olhos brilhantes sumiam o toque na nuca deixava de ser despedida. Agora tudo crescera e se misturava tudo, tudo.
 Com a resposta do juiz a moça bela derramava lagrimas e suas mãos se juntavam e chegavam ao peito e chegava a vista que escurecia com o fechar das pálpebras.
Transformou, juntou, engrandeceu. O momento agora era êxtase, os sentimentos ultrapassavam os níveis mais altos, a felicidade já é amor, os olhos já eram como a luz do sol, como luz forte do sol. O toque já não era toque, era abraço, abraço forte de sempre, não de partida.
João naquele mesmo dia tornava-se João Luí, o filho da moça que  agora já era mãe moça de Luí. 
O menino que com sete anos fora adotado por aquela que chamava de flor amor agora chora, chora ao lado dos três filhos. Chora a partida, chora a despedida, chora aquela outrora alegria, dos abraços, dos esforços, dos puxões de orelhas da mãe, mãe que lhe deu a vida que concedeu tudo o que ele queria... AMOR.
João agora é pai, pai de três lindas crianças a qual duas foram adotadas.
 João agora é homem, homem gentil, homem fiel de caráter exemplar, homem que luta que vive que respeita a vida e a vive da maneira mais bela como aprendeu... Amando.

(feito por mim certo dia) 2012 (ECP)Ethienne Peixoto

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Emaranhado dos 5 primários


Penso


O meu trevo, o meu ponto de impulso que gira e gira de frente pra trás.Corrimão de borboletas verdes sem asas que não me impede de voar com os pensamentos sanos e impossíveis de tirar uma gota do seu corpo pardo e um fio de seus pelos quase claros, onde moscas não posam, mas o mel prolifera.

Ethienne Peixoto H: 02h00min 25/01/2012    epo3oets (ECP).

Insanidade em Cena: ROMA espelhado.



Borboletas de Ilusão

De enganar teus próprios olhos, a menina, pois a derreter-te pelo rapaz de pouca idade.
Como pudera a distância ser deveras influenciadora.
Como pudera a garganta ser tão fraca.
Como pudera o coração está rachado e pela pequena abertura receber dores falsas, que a própria mente criara.

As flechas no olhar não foram o que Ana havia pensado.
Elas nem mesmo existiram.
Tudo um tanto de apenas ilusão

Mario o menino gentil e gracioso de palavras encantadoras e um bom gosto lírico de vida, só tentava conversar do outro lado da poltrona.
O descuidado coração e a carência daquela que tinha fitas azuis nos cabelos avermelhados, se entregava a uma mentira que a pele criava junto aos outros sentidos.

Ana ouvia as palavras daquele moço como se cada frase fosse algodão, onde ela pulava e era lançada no ar e subia e provava a doçura.
Ana enxergava tudo colorido, como se por traz do menino moço de barba falhada e camisa listrada houvesse um reluzente arco-íris.
Ana tocava nos cabelos encaracolados de Mario e sentia-se bem, suas lagrimas sumiam e um sorriso vinha derretendo todo o rosto que antes estava rígido e molhado e então milhares de borboletas lhe invadiam.

Mas nem mesmo os lábios de Mario ela tocou. 
Nem mesmo o abraço dele sentiu.
Nem mesmo em sua pele pode ter tido o prazer de ser acariciada.

Ouvia músicas em seu toca fitas que a faziam relembrar o menino que instrumentava notas e cifras em seu violão. Chorava por ter um coração tão duro com ela mesma e pedia para que se não fosse pra dar certo não tivesse um início. 

Ana teve que aprender sozinha, que era ela a própria autora de tanto sofrimento, que era ela mesma que se enganava e criava toda a expectativa e vontade, e o coração só respondia a consciência e o desejo de não ser mais só.

Ethienne Peixoto--- H: 01:44 18/09/2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Emaranhado dos 5 primários

Por fim (na noite)


Quando se sente coragem de suar e som?Quando se envergonhar depois do feito?Quando se sorrir depois de Drinks.Na magia da noite de festa, o xadrez e o branco já se misturaram, não deu pra segurar.
Depois de tanta insistência do um, e por conta de dois quereres, se tocam e se sentem.O amanhecer já tem dono, a vergonha. Não há palavras, apenas olhares de desentendimento e suplica para que se mantivesse segredo.Um, na cabeça se dá em confusões, já para o outro, tudo é claro, tem entendimento de que estava matando a vontade, a vontade de experimentar o ser.
O segundo dia se vai, flashes daquela noite de festas o atormentam, faz derramar lagrimas silenciosa no travesseiro do beliche; Confusões, incertezas, dúvidas.Aos poucos ás coisas se tornam mais simples, a dor mais leve e a desconfiança pequena.
Por fim ás fitas já começam a parecer novamente, mas, não há festas.O pensamento deixa de ser ilusório, aconteceu, experimentou, cedeu...Por fim, se deu conta que também havia gostado da experiência, mas, não queria repeti-la.Por fim, se deu na mesma amizade.Por fim, percebeu que não teve tanta importância e concluiu que aquilo tudo que vivera era só o momento, um momento de êxtase e diversão. 

Ethienne Peixoto

 



Júbilo

Tempo bom

Eu quero fazer um piquenique com os melhores amigos, soltar bexigas coloridas e comer morangos. Olhar o céu no entardecer e celebrar mais um tempo bom.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Insanidade em Cena: Adjetivo

Eu corpo poesia



E pulsa do peito e joga na veia e enche e esvazia e jorra. Seleção de gostosuras.
Afia o musculo crescem as unhas, cortam-se fios e rodopios e rodopios.
Ar (ticulação) tensão e relaxamento e estica e encolhe e estala. Pirueta, pirueta e coça a cabeça, e tato e olfato e vertebra e fêmur e bacia, lava, lava na lavanderia do eu corpo que se transforma e que se é. Eu corpo poesia.



Ethienne Peixoto

H: 15:30 D: 27/06/2012

sábado, 14 de abril de 2012

Emaranhado dos 5 primário: O outro

Musicar Erro


Uma música para descrever o momento de não querer dizer os enganos de faces, com aglomerados de pelos em regiões de face múltiplas sentimentais.
Acho difícil encontrar aquela que resuma ou explique tal eclosão interna. 
Posso dizer apenas, que, o sonho com a bala no peito de um pequeno mexeu com a mente fervilhada de ideias e pensamentos, e desconstruiu, e transformou-se em uma persona de lábios derretidos e com tal inclinação indesejável.

Mas com três luas, ás estrelas brilham de uma outra forma. E músicas serão, mas fáceis de serem encontradas e degustadas com satisfação.



Ethienne Peixoto

H: 22h29min D: 14/02/2012

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Ato

Ponto

Pobre moço legal que acha que está se escondendo quando o próprio tempo encarrega-se de tira-me tu da vista. 
Nem sabes, mas eu continuo a cantar para o tempo. 
O seu desgaste e desgosto de nossa única peraltice na noite de dias atrás se foi a cinco luas. 
Evita-me, tranca-se no quarto e não deixa o ponto verde aparecer se não te vejo. 
Mas não ligue, desligue não vou te procurar se não quiseres, pois antes de tu há um prazer maior que nem eu mesma saberei explicar-lhe quando em outra dança nos encontrarmos. 
Tem uma magia antes de nos, antes de tu, antes de mim mesma. 
Essa sim me arrasta para solidão que tu pensas que faz parte fingindo se preencher no futuro presente buraco negro do meu ponto que pulsa.

Ethienne Peixoto