sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Insanidade em cena: Si

Analista e Analisado


- O que temos hoje?
( silencio)
- Como foi sua semana?
- Estou confusa. Por vezes digo palavras e as frases não se completam. Esqueço certas expressões. Confundo sentimentos, pois não paro, no momento dos atos, para identifica-los.
- E depois?
- Penso em tudo. (silencio)
- Tudo o que?
- Tudo o que não havia pensado antes, em todas as palavras que eu poderia ter dito no ensejo... Eu, por vezes, fico pensando, sabe?
- Sei... O que você gostaria de fazer?
- Gostaria de ser uma pessoa melhor... Melhor para a minha família e amigos. Não queria ter este sentimento dentro de mim.
- Que sentimento?
- Este de insegurança, de achar que eu não sirvo para nada, de por vezes me sentir maior, sem diminuir ninguém... Este sentimento de incapacidade.
- O que você pensa disso?
- Que os seres humanos se destroem e se deixam destruir.
- Em qual das duas opções tu se ver com mais força?
- Na de se deixar destruir... Eu tento ter coragem, e por vezes sou muito.
- Então? Por que de tais obstáculos?
- Eu não entendo também. As vezes me pergunto, o que fiz de errado? Será que já não sofri demais?
- Será?
- Eu sou uma pessoa boa... Você acha?
- Você se acha uma pessoa boa?
- Sim! Eu zelo pelos outros, busco cuidar para que as coisas se encaixem, para que tudo se ajeite.
- Mas, faz isso por quê?
- Não sei.
- Algumas vezes temos que deixar que as coisas e pessoas tomem seus rumos, sem influenciar muito, entende? (silencio) Não tome todos os problemas para si. Viva mais! Nem sempre tu precisarás ser uma pessoa melhor. As pessoas magoam as outras, sem querer. Não há como agradar o outro o tempo inteiro. Não se acomode no “se deixar destruir”.
O mesmo dialogo ocorre algumas vezes durante o ano. Quando o ego e a alma estão feridos, as lagrimas rolam... Por vezes o eu tenta prende-las, sufoca-las. Todavia, se surge uma melodia mais suave e singela, as grades da prisão de mim arrebentam-se e as vibrações musicais penetram cada poro do corpo enfraquecido. As notas emaranham-se juntamente com as moléculas e transbordam as retinas, fazendo com que assim os pequenos pelos do corpo se ponham em calafrios.
Após este ensejo, dar-se-á início a uma nova fase, e o Eu e Mim, misturam-se novamente em analista e analisado.

Ethienne Peixoto

17/01/2014 14h36min.

Ato: Insanidade em cena

MENTE


Confuso
Com fuso
Confusão




E.P // 00h // 24/10/2014


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Canção: Insanidade em cena



Moça menina cor de café 


Moça menina cor de café
A natureza de seus cachos
Emaranha-me o tato meu

Moça menina cor de café
A pureza de seu olhar
Fita-me a alma

Moça menina cor de café
Me entregue seus beijos
Que adoça os lábios meus

Moça menina cor de café
Me encante com tua voz
Que ensurdece todo esse temporal

Moça menina cor de café
Tão bonito quanto o sol

É esse teu sorriso de meia lua
Teu olhar de estrela nua
Tua pele em noite crua

Moça menina cor de café



Ethienne Peixoto// 19/09/2014 // 17h58mim

Roma Espelhado: Maternal



Moça força de mãe 

Minha coragem
Minha caminhada 
Minha canção
Minha força
Minha fé
Minha felicidade
Minha moça
Minha mulher
Minha mina
Minha miragem
Minha menina adulta
Minha, minha
Minha mãe


Ethienne Peixoto// 18/09/2014 // 13h22min

Français en moi


FLEURS M'ENCHANTENT



- Parlons de fleurs? 
- J'aime les marguerites. 
- J'aime les tulipes.
Et la nuit continue

Ethienne P // 30/08/2014 // por volta das 00h

Insanidade em cena: Imagética

Do início ao fim.


Não... Tão quanto é.
... Tão quanto é
quanto é
é
É!
É quanto
É quanto tão
É quanto tão...
É quanto tão... não.

Não.


Ethienne P... 31/08/2014 // 23h54min.