segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Miséria do Homem: Fraternal

Energia


Me tranco para não te assustar.

Mas, tu não entendes de início.
Então eu lacrimejo.

Ethienne Peixoto. 

23h33min 03/11/2013

Insanidade em Cena: Ato

Dezembro


Tua pele na minha.
A ardência de teus lábios em todo torso.
Tua face, tua carne, teu suor.
Uma noite onde todos os pecados foram consubstancializados.

Não houve testemunhas ou se quer vagalumes para ver ou ouvir nossos atos.
O corpo desnudo, o frenesi de todos os sentidos.
Tua voz abafada em meu ouvido, teus sons aguçavam minha alma.
Ternura: afabilidade em volúpia.

- Fique tranquila, estou aqui...

Pousei-me em teus braços, quentes, molhados, claros.
Transfundimo-nos em um mesmo tom, em uma só cor.
Carícias!

- Te acalmo

Tenho-te em verso ao inverso
Tenho-te em prosa propelida em quatro cantos
Canto-te e encanto-me com tua doçura e alento.
Vento!

Por fim somos cicatriz ainda frágil de dezembro, atirados em lençol e afogados em MPB num certo adentro.

Ethienne Peixoto

21h55min 16/12/2013

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Insanidade em Cena: Peraltices

                                           Só uma coisa


Pra nós todo amor do mundo

Toda beleza da vida

Toda a peraltice do tempo

Ethienne Peixoto 08/12/2013 23h39min


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Roma Espelhado: Dupla Face

Tempo Seco

 

Quando tudo estava calmo e o coração já amansado surge à brisa, de inicio ainda se punha em calmaria, os olhos piscavam lentos os dedos tocavam de leve.


Quando tudo estava em brisa, o coração sentiu os pés em alívio, não se notava bolhas nem relevos internos, apenas uma mutação vagarosa da brisa.


Quando tudo estava em vento, o coração já tremia, parecia que a estação se invertera e o inverno tomou o lugar da primavera.


Quando tudo estava em vendaval, o coração e as moléculas que o habitavam mostravam-se em êxtase profundo, os sentidos não respondiam, a alma desamorosa sentia dificuldade de praticar o desapego, o cérebro tentara enganar a dor e a vontade, a coragem se via à distância de tudo... Inalcançável, inamável.


Quando tudo estava em furacão, o coração não respondia a nada mais, no corpo só a música fazia-se presente, no pensamento algumas palavras soltas foram escritas aqui.


Quando deu-se a falta das palavras, tomei coragem, e essa, findou-se por tua ausência e tempo seco de nós. 

Ethienne Peixoto02/12/2013/ 00h51min