quinta-feira, 23 de junho de 2011

Miséria do Homem: Solidão


De fundo


O espaço é pequeno, ás vezes não consigo nem me mexer, me sinto sufocado. Sou observado o tempo todo, tudo tão obscuro e estranho.
Os fósforos que acendi se apagaram na primeira chama e após  restou o cheiro da fumaça, a claridade foi tão rápida que nem sei se vi o que vi. Escuto sons irreconhecíveis, minhas palmas não se tocam mais, não sinto meu perfume, aquele odor que exalava eu e o espaço também não existi faz tempo.
Estou seco, em cálcio puro meu corpo se encontra estou preso numa terra de grama tão verde e de tão cheia esperança.

H: 18h20min/ D: 23/05/2011 / L: Batista Shepard
Ethienne Peixoto

Imagética: Amizade

Me nina na xícara

Menina do cabelo fervente, olhos brilhantes como uma estrela azul habitante do céu.
Declama como véu e mel essa poesia tão digna de tanta beleza e tão pura como água
Aos pés de meu sentido número dois, cante como pássaro ou uiva como lobo toda essa magia.
Viva aqui comigo no meu bule, que nos domingos à noite, lhe faço um chá.
Encante-me com seu balé me enrole no teu manto me ponha no teu canto, me faça sonhar.
Se preferir, me lance no seu ar e me inspire depois me expire e volte a me inspirar.
Nessa nossa mistura de ternura e prazer é que se dá a receita do chá, poesia e tititi.
Só sua voz doce me sossega na hora de dormir, me nina no sofá.
Viva comigo no meu bule, que nas noites de domingo, prometo, lhe faço um chá.
Na xícara que por tantas vezes sê fez tocar, te faço um chá. Me nina.

H: 00h52min 18/06/2011
Ethienne Peixoto

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Insanidade em Cena: ROMA espelhado


Me apaixonou


E me tocou por traz e disse que me amava
E tomamos nosso banho de espuma  e comemos maçã, que refletia o nosso momento .
Aquela antiga chuva que molhou todo meu cabelo e minha roupa que te incentivou a me enxugar. Será que foi assim que me apaixonou?
E quando eu lhe tocava a nuca você dizia que me amava cada vez mais, e víamos borboletas e belas flores naquele jardim do lado da casa inexistente  do sonho irreal e tão confuso.
E a cada dia que passa te vejo mais invisível e tão cruel consigo mesmo que até parece que não me ver mais nem me sentir menos. Mas me apaixonou? E eu se apaixonei!
E me tocou os lábios e disse que me amava  e me apaixonou e eu se apaixonei.
H: 18h23min 07/06/2011
Ethienne Peixoto

ROMA espelhado

Dia dos namorados


Doze. Esse é o número de vezes  que multiplicado por cinco dá o tanto dos eu te amo que já te disse.
Doze, dividido por três dá ás vezes que eu declarei o meu amor por ti.
Doze. Esse é o número de vezes mais dezoito que eu sofri por você.
Doze menos dois esse é o total do tanto que eu chorei por nosso amor proibido.
Sociedade cruel, cultura infeliz, tecnologia errante, família radical a nossa a deles a de todos que sofrem por um amor tão difícil de acontecer.  E a vontade de ti ter, fica só nos oito estágios de sono que tenho.
E então enquanto muitos ficam namorados nós ficamos a nados no amor.

H: 14h10min D: 15/06/2011

Ethienne Peixoto

Júbilo: Amizade

E Hoje é Domingo.


Acordei de um cansaço chato, e quis voltar a dormir.
Mas não, não podia tinha compromisso.
Escuto agora a nossa música, que me faz retomar todo o dia que tivemos hoje.
Faço como aquela onda que vimos mais cedo, que ia e voltava e nós traziam espumas
Tento relembrar todos os momentos tão lindos vividos.
Lembro-me das conversas, fofocas e sorrisos.
Lembro-me de símbolos criados neste dia tão cheio de magia, até bruxa sentada no banco de uma praça e mentirosos passaram por nós hoje.
Lembro- me dá notícia que me deu, e que tanto me entusiasmou.
Lembro- me das conchas imperfeitas que pegamos na praia, lembro-me das sombras que os morros faziam, a areia brincada por nós e o doce e salgado que nosso sentido sentiu.
Lembro-me das fotografias quase perfeitas tiradas, e das havaianas tão simples que calçávamos, lembro-me do teu sono e do meu ombro que o sustentava.
Lembro-me da nossa despedida que por causa de um transporte tão difícil e um cansaço tão pesado não nós deixou nem sequer selar o dia tão perfeito  com um abraço. Mais também recordo-me do nosso olhar um para com o outro e nosso sorriso de longe  que selava o fim não acabado. Um dia de aventura e alegria. Que ficarão guardados até o dia que nós faltar o ar.


H: 22h33min D: 22/05/2011 

Ethienne Peixoto