terça-feira, 15 de abril de 2014

Roma espelhado: [:J)

Na Estação

Vejo pessoas de todos os estilos e etnias.

Casais modernos

De flores no cabelo e no coração.

De mãos entrelaçadas e rostos com poucos pelos.

De abraços acalentados e carícias amenas, na boca batom, no pulso um relógio cinzento.

Os trens chegam e partem a todo o momento.

Os trilhos titilam, escuto o som de portas se fechando e sussurros mais distantes.

Pessoas se vão e eu permaneço aqui, num banco azul turquesa, pouco confortável e de forma arredondada.

Fico a expectar um amor, um amor conquistado a pouco e que me traz grande deleite e contentamento.

Fico assim, a esperar esperançosa o último trem estacionar na estação.

E de dentro dele, meu bem querer de 120 luas esplandecerá, me olhará nos olhos e tocaras-me a boca com teus lábios de saudades.


-O trem chegou!


00h28min





Ethienne Peixoto

12/04/2014 00h08min

terça-feira, 1 de abril de 2014

Roma Espelhado

Teu amor me envaidece



Outrora havia uma solidão... Mirava-se, Inamável.
Outrora fazia poesia para curar e confortar os tais desamores que buscara.
Outrora se acomodou na vida, sem carinho, sem um pulsar de corações unidos.
Todavia, há quase 120 luas deixou que a poesia se empregasse. Se emaranhasse.
Deixou que a poesia torna-se se tão intensa que a mesma transbordava-se por teu meu corpo.
Deixou que a poesia fosse amor.
Deixou que a poesia fôssemos nós e todos nossos ensejos.
                                 

Ethienne Peixoto. 30/03/2014—21h22min