sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Emaranhado dos 5 primários.


Esticador de Horizontes


“Meu grande amor da minha vida”

Ás vezes as palavras se juntam e dão um novo sentido a tudo, um sentido sem sentir, sem vê ou ouvir, é a árvore de primavera e outono juntos, caem e desabrocham.

Diversos sentimentos em um único minuto, a cada troca de letra sempre as lagrimas ou os sorrisos surgem. É tudo feito MPB, é tudo feito peles sem roupas. É como se a fumaça do seu cigarro ainda estivesse em minha boca e me tomasse o peito e levasse junto o coração.
Me sinto...e nem sei como é dizer Sinto.

SINTO

Acho que prefiro chá de camomila e de fruta gosto de morangos.

Tenho escritos que se confundem em poesias e dores que se confundem com amor.

Gosta de café?

Cor de laranja é a mistura de borboletas com abelhas. Leve mais forte. Tem dessas de sugar o mel das flores e pousar nelas espetaculosamente. E se tiver algo que a deixe com medo ela enfrenta a morte e deixa no medo seu ferrão.

ÚNICO dia de vida!

De vez, sou feito tarde de verão de vez tarde de inverno.

Eles fazem festa nos arcos junto a mim. Encontramos multiculturas artesanal.

Com limão e vodka?

Ás vezes tenho medo de contar ao mais velho de coração meus segredos. Às vezes acho que ele nem se importa, mais ainda sim, mesmo com achismo não conto. Conto a morena da França que aconselha e dá algumas risadas com a minha maluquice. Pode ser que nossas piruetas rosadas em meias nos unam ainda mais e uma grande amizade surja de dois continentes.

Quero molhar-me de chuva e poder abraçar molhado e quando passar a energia pelo cordão umbilical transmitir choque.

Vejo imagens pequenas e as amplio em forma e desforma após transformo as em palavras, escritos, ar, paixão, amizade em gozo.

Conheço aceito.

As palavras vêm, eu as escrevo para não deixar esquecer, para no futuro se tornarem nostalgia e ficarem aqui, ali e acolá...

E quando não ar mais existir, as palavras ainda existirão porque são escritos e os escritos prevalecem assim como poesia.

Traz-me um ventilador? Pois para esticar o horizonte é preciso brisa.


Ethienne Peixoto
D: 28/09/2012- H: 22h47min

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Emaranhado dos 5 primários


Olhares da Rua


Eles não sabiam se o cheiro era de um ou do outro.

Seus tatos misturavam-se. Os corpos seguiam uma brisa que vinha e refrescava a pele ao tocar os sentidos de não sentir aquele friozinho na raiz.

Sentados e com tais pensamentos em lugares distintos, a cerveja esquentava, o silencio imperava e de vezes os olhares se cruzavam, as mãos entrelaçavam e o cigarro já estava ao fim.

De longe outros os observavam, surgiam histórias inventadas ao vê-los naquele quase romance, imaginavam-se os pensamentos, e como haviam se conhecido, e como fora o primeiro encontra a noite e o primeiro abraço.

Mas, antes de pensar em outras coisas uma nova ação acontecera; A Flora passava os dedos junto às unhas de cor esverdeada no rosto peludo do rapaz, após, ela o beija e ele coloca seu rosto nos ombros que de momento pareciam seus, a moça então o acalenta e um carinho na nuca lhe faz.

Um sorriso surge no rosto de Flora e o brilho em seu olhar era com se pensasse “e que se estenda” e o olhar de Cravo mostrava talvez uma forma diferente de entender o tal talvez amor, era como se gritasse “e que si dê”.

Já um daqueles que os observavam e que também criava o conto, deu para ler teus lábios quando cochichou pra si mesmo “no mínimo três semanas no máximo para sempre”.

Mas quem vai saber?!

A cada olhar era um a história diferente a ser interpretada e um fim imaginado, mas não haveria certeza de nenhum deles.                       


Ethienne PeixotoH: 02h16min- 25/09/2012

Insanidade em Cena: Imagética



A Gentileza da vida.



A moça não se casou, mas, conseguiu ter uma boa qualidade de vida.
Entretanto a moça ainda não era feliz, sabia que faltara alguma coisa, alguém em sua vida alguém de mãos pequenas e coração puro. 
Certo dia ela teve um estalo:
- Um filho, um lindo garotinho é o que eu preciso. Preciso de um rapazinho pra mim.
Daí então ela toda esperançosa, foi até o orfanato e lá se apaixonou, por um mocinho de pele reluzente e olhos brilhantes. Daquele dia em diante ela passara a ir aos fins de semana no orfanato e sempre ganhava um abraço do pequeno que lhe agarrava a nuca quando ela o beijava o rosto com tom de despedida.
Com o tempo passando, as visitas agora era do pequeno rapaz que já chamava a moça de mãe, de minha querida mamãe.
O amor durante aqueles longos dois anos cresceu rapidamente e a vontade de os dois se terem também.
Até que um dia aconteceu, a hora havia chegado estava a moça diante do juiz e o juiz diante da moça, e a moça e teus pensamentos nos olhos do pequeno João. João que após a sentença ganharia o nome de João Luí Silva.
Aqueles longos minutos de perguntas e respostas deixava tudo tão longe e foi assim que foi, tudo tão longe.
 A alegria deixava de se ser, a felicidade se esvaia e aqueles olhos brilhantes sumiam o toque na nuca deixava de ser despedida. Agora tudo crescera e se misturava tudo, tudo.
 Com a resposta do juiz a moça bela derramava lagrimas e suas mãos se juntavam e chegavam ao peito e chegava a vista que escurecia com o fechar das pálpebras.
Transformou, juntou, engrandeceu. O momento agora era êxtase, os sentimentos ultrapassavam os níveis mais altos, a felicidade já é amor, os olhos já eram como a luz do sol, como luz forte do sol. O toque já não era toque, era abraço, abraço forte de sempre, não de partida.
João naquele mesmo dia tornava-se João Luí, o filho da moça que  agora já era mãe moça de Luí. 
O menino que com sete anos fora adotado por aquela que chamava de flor amor agora chora, chora ao lado dos três filhos. Chora a partida, chora a despedida, chora aquela outrora alegria, dos abraços, dos esforços, dos puxões de orelhas da mãe, mãe que lhe deu a vida que concedeu tudo o que ele queria... AMOR.
João agora é pai, pai de três lindas crianças a qual duas foram adotadas.
 João agora é homem, homem gentil, homem fiel de caráter exemplar, homem que luta que vive que respeita a vida e a vive da maneira mais bela como aprendeu... Amando.

(feito por mim certo dia) 2012 (ECP)Ethienne Peixoto

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Emaranhado dos 5 primários


Penso


O meu trevo, o meu ponto de impulso que gira e gira de frente pra trás.Corrimão de borboletas verdes sem asas que não me impede de voar com os pensamentos sanos e impossíveis de tirar uma gota do seu corpo pardo e um fio de seus pelos quase claros, onde moscas não posam, mas o mel prolifera.

Ethienne Peixoto H: 02h00min 25/01/2012    epo3oets (ECP).

Insanidade em Cena: ROMA espelhado.



Borboletas de Ilusão

De enganar teus próprios olhos, a menina, pois a derreter-te pelo rapaz de pouca idade.
Como pudera a distância ser deveras influenciadora.
Como pudera a garganta ser tão fraca.
Como pudera o coração está rachado e pela pequena abertura receber dores falsas, que a própria mente criara.

As flechas no olhar não foram o que Ana havia pensado.
Elas nem mesmo existiram.
Tudo um tanto de apenas ilusão

Mario o menino gentil e gracioso de palavras encantadoras e um bom gosto lírico de vida, só tentava conversar do outro lado da poltrona.
O descuidado coração e a carência daquela que tinha fitas azuis nos cabelos avermelhados, se entregava a uma mentira que a pele criava junto aos outros sentidos.

Ana ouvia as palavras daquele moço como se cada frase fosse algodão, onde ela pulava e era lançada no ar e subia e provava a doçura.
Ana enxergava tudo colorido, como se por traz do menino moço de barba falhada e camisa listrada houvesse um reluzente arco-íris.
Ana tocava nos cabelos encaracolados de Mario e sentia-se bem, suas lagrimas sumiam e um sorriso vinha derretendo todo o rosto que antes estava rígido e molhado e então milhares de borboletas lhe invadiam.

Mas nem mesmo os lábios de Mario ela tocou. 
Nem mesmo o abraço dele sentiu.
Nem mesmo em sua pele pode ter tido o prazer de ser acariciada.

Ouvia músicas em seu toca fitas que a faziam relembrar o menino que instrumentava notas e cifras em seu violão. Chorava por ter um coração tão duro com ela mesma e pedia para que se não fosse pra dar certo não tivesse um início. 

Ana teve que aprender sozinha, que era ela a própria autora de tanto sofrimento, que era ela mesma que se enganava e criava toda a expectativa e vontade, e o coração só respondia a consciência e o desejo de não ser mais só.

Ethienne Peixoto--- H: 01:44 18/09/2012