terça-feira, 7 de maio de 2013

Miséria do Homem


Feito de Papel

E antes que eu visse tuas mãos já estavam sobre mim.

E eu, por minha miséria ou bondade nada fiz para evitar tua raiva, teu ódio, teu desgosto e inveja.

O ar já faltava em minha pele, os olhos não aguentavam tanta pressão.

Vi-me diante da morte, e antes que desfalecesse uma força que não percebi chegar, me impulsionou para longe de ti.

A cólera levou-me a um sofrimento descomunal, a um choro expansivo e tão alto que as paredes se calaram.

Após toda a ação, o que impregnou-me foi a falta.

A falta de equilíbrio, a falta de coragem, a falta de ataque por alguém que nascera do mesmo ventre.

À vista disto

Ponho-me em formato de papel, que é forte, mas sensível a qualquer toque.

Ponho-me em formato de papel, e me deixo amassar sem poder evitar.

Ponho-me em formato de papel, que outrora era árvore e por conta da necessidade do outro se tornou lasca, lasca que te serviu e depois foi descartada por tuas próprias mãos que anteriormente tanto carecia da tal claridade e caridade.






Ethienne Peixoto
D: 06/05/2013
H: 21h25min

Nenhum comentário:

Postar um comentário