terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Insanidade em Cena: Roma Espelhado

Sensação em Lua


Tuas f(r)ases são falsas.
Tuas carícias mesmo amenas aparentam mentiras em tato e paladar.
Contigo tenho sinônimos e antônimos das palavras do mundo.
Nossos meios de comunicação me fazem fraquejar algumas vezes em que te leio ou ouço, verbos esses que nos tem há 31 luas.
Busco em mim a não expectativa, e tu a cativas sem dó.
Busco em mim o desapego, e tu não da à mínima para o significado da tal palavra.
Entorpeço-me em linhas da literatura afegã, para que por pequenos instantes me esqueça de tua grandiosa existência.
Somos tão inimigos como amantes.
Minha alma reluz ao pensar que um dia, lá no futuro, nos encontraremos para mais um brinde.

- Tu és meu presente e passado!

O futuro é feito de estrelas, de sol, mar, de tudo o que é natural no planeta, disso tenho certeza. Pois, em todos esses anos, foram estes naturais que se chocaram nos tempos. E mesmo os naturais sendo tocados por homens, permaneciam ou quase permaneciam intactos.

- Alguns conseguem outros não.

Cena de ensejo:
Ele a tocou, a sentiu.
Ela também o sentiu.
(Corpos.)
Ela se entregou nua e reluzia sua própria naturalidade. Afago!
Ele utilizou-se de outras materias para se cobrir de vestes modernas e para que assim pudesse estar ao lado de tão grande guiadora de gênero feminino.
Ela se manteve intacta.
(Fim de cena)

Quero ser como a lua!
Sei que tenho minha própria luz, minha energia e beleza. Mas, porque retinas como as tuas invadem tão facilmente minha alma?
Quero ser como a lua. Suplico!
Quero ser como ela, com tua força, nudez e entrega total do corpo, entretanto de sensação pouco cálida e de não se deixar metamorfosear com o toque do ser humano.
Quero ser como a lua. Suplico!
Suplico a todos os átomos do meu corpo e do seu.
Quero ser como a lua!


Ethienne Peixoto

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