segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Poesia: Eu escrito em papel

             Sem tom de mim
Esparramado em teu cabelo ilusório, ponho-me diante de ti nesta noite chuvosa de domingo.

Meu sorriso não é tão verdadeiro, pois as destrezas vividas hoje foram pulsantes em demasia.
Pulsava-me o punho
Pulsava-me a testa
Pulsava-me o tempo
Pulsava-me a alma

Apenas não me pulsavam as lagrimas, pelo simples motivo de lembrar-me de tua singela face.
De tua voz em tom suave
De tua pele em calafrios
Dos nos que damos em nós por cima dos lençóis, envolvidos em papel e caneta.

Minha prosa de faces múltiplas, teu sorriso é mais intenso que a lua.
Por isso te deixo nua, na mente que qualquer um que te queira crua, que te divida em duas, que te suplique a rua, que te imagine e devaneei, mas não tão pouco impura.
És minha em todas as noites de domingo, em todas as noites desse tempo, que apenas torna-se alento ameno após passarmos pela total volúpia do vento.

Ethienne Peixoto// 1h55min// 24/11/2014

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