Sem tom de mim
Meu
sorriso não é tão verdadeiro, pois as destrezas vividas hoje foram pulsantes em
demasia.
Pulsava-me
o punho
Pulsava-me
a testa
Pulsava-me
o tempo
Pulsava-me
a alma
Apenas
não me pulsavam as lagrimas, pelo simples motivo de lembrar-me de tua singela face.
De
tua voz em tom suave
De
tua pele em calafrios
Dos
nos que damos em nós por cima dos lençóis, envolvidos em papel e caneta.
Minha
prosa de faces múltiplas, teu sorriso é mais intenso que a lua.
Por
isso te deixo nua, na mente que qualquer um que te queira crua, que te divida
em duas, que te suplique a rua, que te imagine e devaneei, mas não tão pouco impura.
És
minha em todas as noites de domingo, em todas as noites desse tempo, que apenas
torna-se alento ameno após passarmos pela total volúpia do vento.
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