Ventilador-
da Alforria à Enxovia
Eu queria um
ventilador, para debaixo dele colocar minha caixa de lembranças com todos os
meus mais lindos momentos.
Eu queria um
ventilador, e atrás dele colocar as mais belas poesias e músicas que me fazem
refletir.
Eu queria um
ventilador, para de um lado colocar a mais pura amizade e do outro lado o mais
singelo dos amores.
Eu queria um ventilador
e diante dele assentar-me, para que quando o vento fustigasse, todos os objetos
chegassem a mim com leveza e com o ar mais puro da vida.
Eu comprei um
ventilador, e nas tardes quentes de domingo eu o coloco na varanda, onde o céu
pode ser visto e as nuvens se metamorfoseiam em grandes criaturas e coisas.
Eu comprei um ventilador,
que gira de um lado pro outro, e o meu corpo faz o mesmo movimento para receber
as lembranças, amizades, amores e de trás vim puxada toda a música e poesia.
Eu comprei um ventilador,
para que enquanto saboreasse morangos, toda a tristeza e calor desvanecessem.
Eu quebrei o
ventilador, pois, numa noite a inveja chegou até ele desbotando sua cor laranja
e atirando pimentas em seu vento para que meus olhos atulhassem de lágrimas e
dor, e o céu se mostrasse cinza.
Eu quebrei o
ventilador.Eu queria um ventilador.Eu refiz meu ventilador, e ele está mais
vivo em sua cor. Hoje minha varanda tem grades, que ao mesmo tempo em que nos
protege nos aprisiona na mais bela vivenda.
Porém, ainda sim nos
deixa ver o céu e suas formas.
Ethienne
Peixoto
D: 07/12/2012 H: 11h30min
Omg, que lindo, esse poema diz tudo para mim nessa momento !
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