segunda-feira, 29 de abril de 2013

A Insanidade em Cena: ROMA Espelhado.


Querer-te


Queria-te tanto, mas não posso ter-te.

Não por ti, mas pelo medo que me invade toda vez que penso na palavra amor.

Sinto calafrios só em te ver, meu coração palpita em uma velocidade descomunal.

Meus olhos a cruzarem com os teus brilham, e por um tempo fico ali, estático, olhando cada movimento e sorriso teu.

Ah! Se eu não tivesse medo e sim coragem.

Se você ao menos demonstrasse um maior interesse. Acho que falaria.

Falar o quê?

Este meu sentimento por ti é novo e nem o entendo muito bem.

Quero ver-te, quero sentir-te, ter tua pele em contato com a minha, sentir tua respiração.

És desejo latente que entorpece minha alma e me faz perder a pouca sanidade que me cabe.

Confesso-te, por mim outros olhares já passaram, mas como o teu há muito tempo não vejo.

Não quero comparar-te a nenhum outro alguém, só quero ter-te assim.

Junto

Como os dedos dos pés que são ligados por pele.


Ethienne Peixoto
29/04/2013 17h45min

4 comentários:

  1. Que lindo!! Me identifiquei muito com essa poesia, sei bem como é se sentir assim. "Ah! Se eu não tivesse medo e sim coragem". Beijos, flor

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    1. Sempre optar pela coragem, mesmo que ela venha carregada pelo medo.

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  2. "Confesso-te, por mim outros olhares já passaram, mas como o teu há muito tempo não vejo."

    Isso é novo pra mim, diferente e me sinto estranho.

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