Vogar Mélico
E
cada degrau que subíamos era um novo passo, meu e teu.
Tua
singela olhada de lado e teus fios um tanto soltos no rosto, às vezes me fazia negar
a tua vista.
As
reflexões eram o que me fazia estar ali.
Todo
o tempo tentava voltar meus pensamentos ao nosso momento, sem deixar que a tontura
me levasse à outrora.
Tuas
mãos deslizavam em minha perna, e por instantes não tive reação ou coragem.
Teu
sorriso e perguntas acessavam minha alma aos poucos. E com as palavras mais
bucólicas tentava retirar de ti tuas duvidas e angustias do ensejo e do todo.
-
Um pirata.
Subimos mais um tanto naquele navio para que ele não naufragasse.
O
Clima estava tíbio, mas, a melodia e alguns toques, o transformou.
Pensei
“agora ou...”.
Enfim...
Os lábios tocaram-se ao som de uma das suas prediletas que por coincidência minha
também.
A
doçura de teus lábios me encheu de mel, e por alguns instantes pensei em não me
desgrudar mais de ti.
Mas
como não senti o final? É sempre nele que encontramos a vontade do querer mais.
-
Estamos apenas discutindo a relação!
Voltamos ao prelúdio daquela história de navio, “que balançava por demais em minha percepção”.
Ficamos
ali em plano baixo olhando-nos com risadas sem sentidos e que encobriam tudo o
que passara.
Queríamos
mais e mais... Todavia, já era o momento de partir, pois, para nós já haviam
dado o sinal.
Chegamos
ao porto!
Entretanto,
em instantes depois, voltamos a navegar, e dessa vez sem piratas.
Ethienne
Peixoto> 18h30minh 15/06/2013
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