Dezembro
Tua pele na minha.
A ardência de teus
lábios em todo torso.
Tua face, tua carne,
teu suor.
Uma noite onde todos os
pecados foram consubstancializados.
Não houve testemunhas
ou se quer vagalumes para ver ou ouvir nossos atos.
O corpo desnudo, o
frenesi de todos os sentidos.
Ternura: afabilidade em
volúpia.
- Fique tranquila,
estou aqui...
Pousei-me em teus
braços, quentes, molhados, claros.
Transfundimo-nos em um
mesmo tom, em uma só cor.
Carícias!
- Te acalmo
Tenho-te em verso ao
inverso
Tenho-te em prosa propelida
em quatro cantos
Canto-te e encanto-me com
tua doçura e alento.
Vento!
Por fim somos cicatriz
ainda frágil de dezembro, atirados em lençol e afogados em MPB num certo
adentro.
Ethienne Peixoto
21h55min 16/12/2013

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