segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Insanidade em Cena: Ato

Dezembro


Tua pele na minha.
A ardência de teus lábios em todo torso.
Tua face, tua carne, teu suor.
Uma noite onde todos os pecados foram consubstancializados.

Não houve testemunhas ou se quer vagalumes para ver ou ouvir nossos atos.
O corpo desnudo, o frenesi de todos os sentidos.
Tua voz abafada em meu ouvido, teus sons aguçavam minha alma.
Ternura: afabilidade em volúpia.

- Fique tranquila, estou aqui...

Pousei-me em teus braços, quentes, molhados, claros.
Transfundimo-nos em um mesmo tom, em uma só cor.
Carícias!

- Te acalmo

Tenho-te em verso ao inverso
Tenho-te em prosa propelida em quatro cantos
Canto-te e encanto-me com tua doçura e alento.
Vento!

Por fim somos cicatriz ainda frágil de dezembro, atirados em lençol e afogados em MPB num certo adentro.

Ethienne Peixoto

21h55min 16/12/2013

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