segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Roma Espelhado: Dupla Face

Tempo Seco

 

Quando tudo estava calmo e o coração já amansado surge à brisa, de inicio ainda se punha em calmaria, os olhos piscavam lentos os dedos tocavam de leve.


Quando tudo estava em brisa, o coração sentiu os pés em alívio, não se notava bolhas nem relevos internos, apenas uma mutação vagarosa da brisa.


Quando tudo estava em vento, o coração já tremia, parecia que a estação se invertera e o inverno tomou o lugar da primavera.


Quando tudo estava em vendaval, o coração e as moléculas que o habitavam mostravam-se em êxtase profundo, os sentidos não respondiam, a alma desamorosa sentia dificuldade de praticar o desapego, o cérebro tentara enganar a dor e a vontade, a coragem se via à distância de tudo... Inalcançável, inamável.


Quando tudo estava em furacão, o coração não respondia a nada mais, no corpo só a música fazia-se presente, no pensamento algumas palavras soltas foram escritas aqui.


Quando deu-se a falta das palavras, tomei coragem, e essa, findou-se por tua ausência e tempo seco de nós. 

Ethienne Peixoto02/12/2013/ 00h51min

Nenhum comentário:

Postar um comentário