Roma Espelhado: Dupla Face
Tempo Seco
Quando tudo estava
calmo e o coração já amansado surge à brisa, de inicio ainda se punha em
calmaria, os olhos piscavam lentos os dedos tocavam de leve.
Quando tudo estava em
brisa, o coração sentiu os pés em alívio, não se notava bolhas nem relevos
internos, apenas uma mutação vagarosa da brisa.
Quando tudo estava em
vento, o coração já tremia, parecia que a estação se invertera e o inverno
tomou o lugar da primavera.
Quando tudo estava em
vendaval, o coração e as moléculas que o habitavam mostravam-se em êxtase
profundo, os sentidos não respondiam, a alma desamorosa sentia dificuldade de
praticar o desapego, o cérebro tentara enganar a dor e a vontade, a coragem se
via à distância de tudo... Inalcançável, inamável.
Quando tudo estava em
furacão, o coração não respondia a nada mais, no corpo só a música fazia-se
presente, no pensamento algumas palavras soltas foram escritas aqui.
Quando deu-se a falta
das palavras, tomei coragem, e essa, findou-se por tua ausência e tempo seco de
nós.
Ethienne Peixoto02/12/2013/ 00h51min
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