terça-feira, 18 de setembro de 2012

Insanidade em Cena: ROMA espelhado.



Borboletas de Ilusão

De enganar teus próprios olhos, a menina, pois a derreter-te pelo rapaz de pouca idade.
Como pudera a distância ser deveras influenciadora.
Como pudera a garganta ser tão fraca.
Como pudera o coração está rachado e pela pequena abertura receber dores falsas, que a própria mente criara.

As flechas no olhar não foram o que Ana havia pensado.
Elas nem mesmo existiram.
Tudo um tanto de apenas ilusão

Mario o menino gentil e gracioso de palavras encantadoras e um bom gosto lírico de vida, só tentava conversar do outro lado da poltrona.
O descuidado coração e a carência daquela que tinha fitas azuis nos cabelos avermelhados, se entregava a uma mentira que a pele criava junto aos outros sentidos.

Ana ouvia as palavras daquele moço como se cada frase fosse algodão, onde ela pulava e era lançada no ar e subia e provava a doçura.
Ana enxergava tudo colorido, como se por traz do menino moço de barba falhada e camisa listrada houvesse um reluzente arco-íris.
Ana tocava nos cabelos encaracolados de Mario e sentia-se bem, suas lagrimas sumiam e um sorriso vinha derretendo todo o rosto que antes estava rígido e molhado e então milhares de borboletas lhe invadiam.

Mas nem mesmo os lábios de Mario ela tocou. 
Nem mesmo o abraço dele sentiu.
Nem mesmo em sua pele pode ter tido o prazer de ser acariciada.

Ouvia músicas em seu toca fitas que a faziam relembrar o menino que instrumentava notas e cifras em seu violão. Chorava por ter um coração tão duro com ela mesma e pedia para que se não fosse pra dar certo não tivesse um início. 

Ana teve que aprender sozinha, que era ela a própria autora de tanto sofrimento, que era ela mesma que se enganava e criava toda a expectativa e vontade, e o coração só respondia a consciência e o desejo de não ser mais só.

Ethienne Peixoto--- H: 01:44 18/09/2012

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