Olhares
da Rua
Eles não sabiam se o cheiro era de um ou do outro.
Seus tatos misturavam-se. Os corpos seguiam uma brisa que vinha e refrescava a pele ao tocar os sentidos de não sentir aquele friozinho na raiz.
Sentados e com tais pensamentos em lugares distintos, a cerveja esquentava, o silencio imperava e de vezes os olhares se cruzavam, as mãos entrelaçavam e o cigarro já estava ao fim.
De longe outros os observavam, surgiam histórias inventadas ao vê-los naquele quase romance, imaginavam-se os pensamentos, e como haviam se conhecido, e como fora o primeiro encontra a noite e o primeiro abraço.
Mas, antes de pensar em outras coisas uma nova ação acontecera; A Flora passava os dedos junto às unhas de cor esverdeada no rosto peludo do rapaz, após, ela o beija e ele coloca seu rosto nos ombros que de momento pareciam seus, a moça então o acalenta e um carinho na nuca lhe faz.
Um sorriso surge no rosto de Flora e o brilho em seu olhar era com se pensasse “e que se estenda” e o olhar de Cravo mostrava talvez uma forma diferente de entender o tal talvez amor, era como se gritasse “e que si dê”.
Já um daqueles que os observavam e que também criava o conto, deu para ler teus lábios quando cochichou pra si mesmo “no mínimo três semanas no máximo para sempre”.
Mas quem vai saber?!
A cada olhar era um a história diferente a ser interpretada e um fim imaginado, mas não haveria certeza de nenhum deles.
Ethienne PeixotoH: 02h16min- 25/09/2012
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